quinta-feira, 13 de setembro de 2007

SEMEAR

Semeio meus sonhos
Esperando colher bons futuros.
Caso isso não ocorra,
Continuarei a semear.

Almejo que um dia
Toda semente espalhada
Seja o embrião para alguém.

Só assim saberei
Que o ato de espalhar sonhos,

Valeu o esforço realizado.
"Um livro aberto é um cérebro que fala;
Fechado, um amigo que espera;
Esquecido, uma alma que perdoa;
Destruído, um coração que chora".
Voltaire

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A VIDA

Vou vivendo, vendo, vendo.
Vou lembrando, andando, andando.
O que ficou, passado,
Na memória está guardado.
Abro meu álbum de lembranças,
Recordo quase tudo, desde criança.
Meu baú de recordação,
Deixa um aperto no coração,
Quando aberto evidencia,
As amizades, as alegrias, os dias.
Aquele bar de amigos,
Um violão chegando de mansinho,
Despertava a rebeldia,
Da adolescência, de mudar o mundo um dia.
Palavras fiadas jogavam fora,
Tempo, tinham de sobra.
No compromisso com o amigo,
Palavra de honra, de glória.
Naquela festa, rodeado deles,
A solidão não existia,
Todo dia, somente alegria.
Mas chegou a hora de plantar os sonhos,
Semear futuros, sem medo de tempestades.
A partida leva um pedaço,
Dos amores, amigos,
O baú está lotado,
Mas sempre cabe um retrato e um sorriso,
De uma época que aconteceu de fato.
Quando a responsabilidade bater a porta,
O amadurecimento se faz necessário,
Abro o baú, tiro do armário,
As recordações servem de atalho,
Para encarar os compromissos,
Agitações e outros vícios.
No conflito do meu dia,
Esquece um pouco de todos.
Quando a solidão assola,
Lembro da época de glória.
Quando a velhice na porta bater,
Com alegria vou receber.
Minha vida foi marcada pela época,
Em que amigos, amores e palavra,
Era coisa séria, coisa rara.
Vou aguardar o fim,
Contando os dias.
Estes não serão,
Como os momentos de alegrias.
Vou sorrindo, indo e vindo.
Vou vivendo com o vento.
Vou lembrando, andando, cantando.
Vou passando, voltando, lembrando.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

AS PAREDES DO QUARTO

Se as paredes do meu quarto falassem,
Diria o quanto sofro:
Pelos amores não correspondidos,
Pelo fracasso da luta acovardada.
Por ser incompreendido,
Pela desatenção das pessoas amadas.

Falariam então:
Da imensidão dos meus sonhos,
Dos momentos de solidão.
Dos risos e choros,
Que em um travesseiro ponho.

Falariam de meus amores,
Das aversões.
De apenas uma paixão,
De desadoração.

Falaria também:
Das alegrias do cotidiano,
Dos momentos de amores.
Dos versos que componho,
Da presença mister de quem amo.

Enquanto parede, está em segredo,
Abro meu coração, sem medo.
Ouve-me, mas não consola,
Não fala nada, ora bolas.



AS FOLHAS AMARELAS... ...DO CALENDÁRIO
As folhas do calendário,
Caem como folhas amarelas,
Tocam o chão e permanecem,
Num silêncio só delas.
Folhas novas virão,
Coisas novas também.
Novos dias, então, Para se fazer o bem.
O amarelo das folhas,
Pode ser sabedoria.
Novas páginas do calendário,
Mais dias para a alegria.
O verde das folhas,
Pode ser início de mês.
Quando o amarelo entoa,
O fim, então, tem a vez.
O dia anterior,
Não volta não, meu senhor.
Página virada,
Folha caída,
Fazem parte da vida.
Fabiano Filippi Chiella

terça-feira, 10 de julho de 2007

FABIANO FILIPPI CHIELLA

Formado em Licenciatura Plena em História pela Universidade de Caxias do Sul em agosto de 2007


ESCRITOR, POETA E HISTORIADOR