quarta-feira, 9 de maio de 2012
Tipo assim...
Tô ficando velho!
Um dia desses, às 2 da manhã, peguei o carro e fui buscar minha filha adolescente na saída do show do Charlie Brown Jr. Ela e as amigas estavam eufóricas e eu ali, meio dormindo, meio de pijama, tentei entrar na conversa.
"E aí, o show foi legal?". A resposta veio de uma mais exaltada do banco de trás: "Cara! Tipo assim, foda!". E outra emendou: "Tipo foda mesmo!"
Fiquei tipo assim calado o resto do percurso, cumprindo minha função de motorista. Tô precisando conversar um pouco mais com minha filha, senão daqui a pouco vamos precisar de tradução simultânea.
Para piorar ainda mais, inventaram o ICQ, essa praga da internet onde elas ficam horas e horas escrevendo abobrinhas umas pras outras, em código secreto. Tipo assim "kct! vc tmb nunk tah trank, kra. Eh d+, sl. T+ Bjoks. Jubys". Em português: "Cacete! Você também nunca está tranqüila, cara. É demais, sei lá. Até mais, beijocas. Jubys".
Jubys, que deve ser pronunciado "diúbis", é isso mesmo que você está imaginando, a assinatura. Só que o nome de batismo é Júlia, um nome bonito, cujo significado é "cheia de juventude", que eu e minha mulher escolhemos, sentados na varanda, olhando a lua...
Pois Jubys é hoje essa personagem de cabelo cor de abóbora, cheia de furos nas orelhas, que quer encher o corpo de piercings e tatuagens.
Tô ficando velho!
Outro dia tentei explicar pro mesmo bando de adolescentes o que era uma máquina de escrever. Nunca viram uma. A melhor definição que consegui foi "é tipo assim um computador que vai imprimindo enquanto você digita".
Acho que não entenderam nada.Eu sou do tempo do mimeógrafo. Para quem não sabe, é uma máquina que você coloca álcool e dá manivela para imprimir o que está na folha matriz. Por sua vez, essa matriz precisa ser datilografada (ver "datilografia" no dicionário) na tal máquina de escrever, sem a fita (o que faz com que você só descubra os erros depois do trabalho feito), com o papel carbono invertido...
Enfim, procure na internet que deve haver algum site de antiguidades que fale sobre mimeógrafo, papel carbono, essas coisas. Se eu ficar explicando cada vocábulo descontinuado, não vou conseguir acompanhar meu próprio raciocínio.
Voltando às garotas, a cultura cinematográfica delas varia entre a "obra" de Brad Pitt e a de Leonardo de Caprio. Há anos tento convencê-las a ver "Cantando na Chuva", mas sempre fica para depois.
Um dia, cheguei entusiasmado em casa com a fita de um filme francês que marcou minha infância: "A guerra dos botões". Juntei toda a família para a exibição solene e a coisa não durou nem 5 minutos. O guri foi jogar bola, Jubys inventou "um trabalho de história sobre a civilização greco-romana que tem que entregar tipo assim até amanhã senão perde ponto" e até minha mulher, de quem eu esperava um mínimo de solidariedade, se lembrou que tinha um compromisso com hora marcada e se mandou.
Fiquei ali, assistindo sozinho e lembrando do tempo em que eu trocava gibi na porta do Capitólio.Eu sou do tempo em que vidro de carro fechava com maçaneta. E o Fusca tinha estribo e quebra vento. Não espalha, mas eu andei de Simca Chambord, de DKW, Gordini, Aero Willis e até de Romiseta.
Não dá pra explicar aqui o que era uma Romiseta, só vou dizer que era tipo assim um veículo automotivo, com 3 rodas, que a gente entrava pela parte da frente (onde hoje fica o motor) e a direção era grudada na porta.
Procure na internet, deve haver um site. Tá bom, tá bom, confesso mais. Usei camisa Volta ao Mundo, casaquinho de Banlon, assisti à Jovem Guarda, O Direito de Nascer... mas é mentira essa história de que meu primeiro disco gravado foi em 78 rotações.
Há pouco tempo, João, meu filho de 8 anos, pegou um LP e ficou fascinado. Botei pra tocar e mostrei a agulha rodando dentro do sulco do vinil. Expliquei que aquele atrito era transformado em pulsos elétricos e transmitido através do toca-discos, dos fios, até chegar ao alto falante onde era gerado o som que estávamos escutando... mas aí ele já estava jogando o Pokemon Stadium no Game Boy.
Não é que ele seja desinteressado, eu é que fiquei patinando nos detalhes. Ele até que é bastante curioso e adora ouvir as "histórias do tempo em que eu era criança". Quando contei que a TV, naquela época, era toda em preto e branco ele "viajou" na idéia de que o mundo todo era em preto e branco e só de uns tempos para cá é que as coisas começaram a ganhar cores.
Acho que de certa forma ele tem razão.
Tipo assim...
Kledir Ramil, no livro de crônicas "Tipo assim."
Publicou, também, " O pai invisível", em 2006.
sábado, 28 de abril de 2012
sábado, 29 de outubro de 2011
QUANTA DEMORA, PREFEITO LUNELLI
Em Bento Gonçalves, na Avenida São Roque, uma parada de ônibus foi derrubada por um motorista imprudente e incompetente. Até aí tudo bem. O problema é que já se passaram três meses e a secretaria de obras municipal ainda não refez o abrigo na parada de ônibus. Se usarmos esta pequenina obra como modelo, acredito que o HOSPITAL DO TRABALHADOR ficará pronto por meados de 2500, quando se comemorará um século de “descobrimento” do Brasil.
QUEM SERÁ O PROXIMO?
Desde que assumiu o governo federal em janeiro, a presidente Dilma já perdeu, da equipe titular, seis ministros. O bando, composto a partir de pedidos de Luis Inácio, está começando a se esfacelar. A lista dos que saíram é de peso:
Antonio Palocci, Ministro Chefe da Casa Civil;
Nelson Jobim, Ministro de Defesa;
Alfredo Nascimento, Ministro de Transportes;
Wagner Rossi, Ministro de Agricultura;
Pedro Novais (PMDB) Ministro de Turismo;
Orlando Silva (PCdoB) Ministro de Esportes.
Comecem suas apostas nos próximos a abandonarem o barco (ou navio luxuoso).
Eu aposto em Mário Negromonte (PP), Ministro das Cidades e Paulo Sérgio Passos, Ministro de Transportes.
Espero que até o final de seu mandato, sobre somente os honestos e trabalhadores.
Antonio Palocci, Ministro Chefe da Casa Civil;
Nelson Jobim, Ministro de Defesa;
Alfredo Nascimento, Ministro de Transportes;
Wagner Rossi, Ministro de Agricultura;
Pedro Novais (PMDB) Ministro de Turismo;
Orlando Silva (PCdoB) Ministro de Esportes.
Comecem suas apostas nos próximos a abandonarem o barco (ou navio luxuoso).
Eu aposto em Mário Negromonte (PP), Ministro das Cidades e Paulo Sérgio Passos, Ministro de Transportes.
Espero que até o final de seu mandato, sobre somente os honestos e trabalhadores.
MEC VACILA DE NOVO
Sabe daquela velha frase. “Vou te contar, mas não fala nada para ninguém”. Com o MEC é assim. Mais uma vez vazou as provas do ENEM e 639 alunos do colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso a questões “idênticas” as aplicadas no exame.
Não entendo porque a presidente insiste em manter o Ministro da Educação no posto em que ocupa. Esta é a terceira vez que o MEC vacila com relação às provas do ENEM. O Exame Nacional de Ensino Médio recebe o respeito tanto quanto o respeito dado a educação no pais pelos governantes.
Fora Haddad. Vá se juntar aos seis ministros demitidos.
Não entendo porque a presidente insiste em manter o Ministro da Educação no posto em que ocupa. Esta é a terceira vez que o MEC vacila com relação às provas do ENEM. O Exame Nacional de Ensino Médio recebe o respeito tanto quanto o respeito dado a educação no pais pelos governantes.
Fora Haddad. Vá se juntar aos seis ministros demitidos.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
STF decide que exigência do exame da OAB é constitucional
Ministros votaram de forma unânime pela derrubada de recurso de um bacharel em direito contra a prova
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que é constitucional a exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para exercer a advocacia, conforme previsto na Lei 8.906/94. O Plenário da Corte definiu com votação unânime a medida.
O recurso contra o exame foi de autoria de um bacharel em direito. Ele argumentava que a submissão ao exame como requisito para a inscrição nos quadros da OAB atentaria contra os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e do livre exercício das profissões.
Em um longo e detalhado voto, o relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, rebateu todos os argumentos levantados contra a exigência do Exame, e demonstrou que a prova não viola dispositivos constitucionais. Os ministros concordaram com o relator, apontando que a exigência do Exame da OAB atua em favor da ordem jurídica e do interesse público, sendo consequência da própria Constituição Federal, nas palavras do ministro Ayres Britto.
Fonte: Correio do Povo de 27/10/11
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que é constitucional a exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para exercer a advocacia, conforme previsto na Lei 8.906/94. O Plenário da Corte definiu com votação unânime a medida.
O recurso contra o exame foi de autoria de um bacharel em direito. Ele argumentava que a submissão ao exame como requisito para a inscrição nos quadros da OAB atentaria contra os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e do livre exercício das profissões.
Em um longo e detalhado voto, o relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, rebateu todos os argumentos levantados contra a exigência do Exame, e demonstrou que a prova não viola dispositivos constitucionais. Os ministros concordaram com o relator, apontando que a exigência do Exame da OAB atua em favor da ordem jurídica e do interesse público, sendo consequência da própria Constituição Federal, nas palavras do ministro Ayres Britto.
Fonte: Correio do Povo de 27/10/11
quinta-feira, 7 de abril de 2011
QUE TAL LER UM CLÁSSICO?
Cada vez mais as bibliotecas e livrarias estão abarrotadas de livros. O brasileiro é um povo que pouco lê. Os dados de uma pesquisa realizada entre 2000 e 2001 indicam que o brasileiro lê em média 4,7 livros por ano. Destes, 3,4 são didáticos, o que resta é apenas 1,3 de livros lidos por pessoa no Brasil. Tudo bem que já se passaram dez anos da realização da pesquisa. E, sendo otimista, vamos imaginar que este número tenha crescido 500 %. Calculamos um acréscimo de 50% ao ano. A quantidade de livros lidos por cidadão seria de 6,5 ao ano. É um livro a cada dois meses.
Quantos filmes a gente assiste por ano. Quantas horas disponibilizamos para ver novelas e BBB? Quanto tempo perdemos analisando e criticando a vida alheia?
Existem inúmeros livros a disposição de leitores. Inúmeros livros bons. Classifico livro como bom quando consigo aproveitar algo de útil para conhecimento e que sirvam de aprendizado para gerações futuras.
Estou cansado de olhar em volta e ver péssimos livros, com desenhos e títulos de vampiros, bruxos e luas. Essas leituras não contribuem em nada, apenas servem para “quem não sabe ler”.
Esses livros, impressos em letras enormes e em saga, são a maneira que o mercado capitalista encontra para enganar os “trouxas” (trouxas são os que não são bruxos), que compram toda a coleção e junto com estes vem mais uma quantidade enorme de souvenir para os “fãs”.
Existem muitos clássicos a nossa espera. Muitos livros bons e capazes de nos tornar pessoas com senso crítico. A literatura que tem chego aos brasileiros geralmente é a sobra do primeiro mundo. Estes sabem que temos “trouxas” capazes de comprar toda uma coleção simplesmente pelo fato de ter um desenho cativante na capa ou apenas porque é a moda, muitos estão lendo.
Se dedicarmos uma hora do nosso dia para lermos os clássicos, iremos morrer e não teremos lido todos. Portanto, para que perder tempo lendo esses livros inúteis?
Garanto que quem sempre leu vampiros, bruxos, luas e outros adjetivos, quando ler um Gustave Flaubert, irá arrepender-se de ter perdido tempo e dinheiro com sagas.
Deixo algumas dicas de escritores clássicos, que valem a pena o investimento financeiro e temporal para uma BOA leitura. Atualmente está muito fácil. Basta digitar o nome do escritor num site de busca e este lhe informará suas obras. Obras clássicas que perduram com o tempo e que em sebos são acessíveis, porque algum grande leitor já as leu e disponibilizará para novos grandes leitores.
Homero (A Ilíada e A Odisséia)
Dante Alighieri (A Divina Comédia)
Willian Shakespeare
Karl Marx
Rousseau
Nicolau Maquiavel
Franz Kafka
Leon Tolstoi
Melville
Charles Dickens
Miguel de Cervantes
José de Alencar
Érico Veríssimo
Gilberto Freiro
Roberto Romano
Pierre Bourdieu
George Farwell
Charles Baudelaire
Fitzgerald
Eric hobsbawn
Etc....................
Quando acabarem a leitura destes, solicitam que postarei mais neste blog.
E para os que acreditam que bons livros são os que são publicados em saga, em grandes volumes, indico a obra do Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento, composta de sete volumes.
Quantos filmes a gente assiste por ano. Quantas horas disponibilizamos para ver novelas e BBB? Quanto tempo perdemos analisando e criticando a vida alheia?
Existem inúmeros livros a disposição de leitores. Inúmeros livros bons. Classifico livro como bom quando consigo aproveitar algo de útil para conhecimento e que sirvam de aprendizado para gerações futuras.
Estou cansado de olhar em volta e ver péssimos livros, com desenhos e títulos de vampiros, bruxos e luas. Essas leituras não contribuem em nada, apenas servem para “quem não sabe ler”.
Esses livros, impressos em letras enormes e em saga, são a maneira que o mercado capitalista encontra para enganar os “trouxas” (trouxas são os que não são bruxos), que compram toda a coleção e junto com estes vem mais uma quantidade enorme de souvenir para os “fãs”.
Existem muitos clássicos a nossa espera. Muitos livros bons e capazes de nos tornar pessoas com senso crítico. A literatura que tem chego aos brasileiros geralmente é a sobra do primeiro mundo. Estes sabem que temos “trouxas” capazes de comprar toda uma coleção simplesmente pelo fato de ter um desenho cativante na capa ou apenas porque é a moda, muitos estão lendo.
Se dedicarmos uma hora do nosso dia para lermos os clássicos, iremos morrer e não teremos lido todos. Portanto, para que perder tempo lendo esses livros inúteis?
Garanto que quem sempre leu vampiros, bruxos, luas e outros adjetivos, quando ler um Gustave Flaubert, irá arrepender-se de ter perdido tempo e dinheiro com sagas.
Deixo algumas dicas de escritores clássicos, que valem a pena o investimento financeiro e temporal para uma BOA leitura. Atualmente está muito fácil. Basta digitar o nome do escritor num site de busca e este lhe informará suas obras. Obras clássicas que perduram com o tempo e que em sebos são acessíveis, porque algum grande leitor já as leu e disponibilizará para novos grandes leitores.
Homero (A Ilíada e A Odisséia)
Dante Alighieri (A Divina Comédia)
Willian Shakespeare
Karl Marx
Rousseau
Nicolau Maquiavel
Franz Kafka
Leon Tolstoi
Melville
Charles Dickens
Miguel de Cervantes
José de Alencar
Érico Veríssimo
Gilberto Freiro
Roberto Romano
Pierre Bourdieu
George Farwell
Charles Baudelaire
Fitzgerald
Eric hobsbawn
Etc....................
Quando acabarem a leitura destes, solicitam que postarei mais neste blog.
E para os que acreditam que bons livros são os que são publicados em saga, em grandes volumes, indico a obra do Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento, composta de sete volumes.
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